quinta-feira, 24 de junho de 2010

Escrita no seu melhor

Como muita gente, releio Saramago, dono das palavras. E não pude deixar de reter esta fantástica defenição da débil natureza humana:
" Cria a natureza as suas diversas criaturas com admirável brutidade. Entre mortos e aleijados, considera, não faltará quem escape para garantir o resultado da gerência, modo ambivalente e portanto equivoco de substantivar o gerir e o gerar, com aquela confortável margem de imprecisão que produz as mutações do que se diz, do que se faz e do que se é..."
Continua e vale a pena ler um escritor assim. Consegue ser profundo e subtilmente "usar"os meandros da consciencia humana.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Procura-se "o diferente"

O grande desafio que vivemos é a descoberta do pensamento individual

tão forte que acabe com as modas e as manipulações publicas que surgem devido

à falta de cultura individual,

ao medo de ser diferente,

ao receio de não estar na moda

e á grande falta de espirito critico que nos rodeia.

Procura-se "o diferente" para uma sociedade mais livre de perconceitos com sentido critico mais alargado e não formatado.

Sejamos autenticos! E bons naquilo que nos realiza! Temos mais a beneficiar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Felicidade

Feliz é uma coisa que se é ou não se é.
Não se pode estar feliz.
Pode-se estar bem disposta, alegre, satisfeita, mas feliz, não faz sentido estar.
Feliz é uma coisa que ninguem se torna, que ninguem fica e que ninguém compra. Ou se é ou não se é. Não é facil saber o que é mais triste!

A pessoa que é pessoa, para ser feliz precisa de ser um bocado parva. Na maior parte das vezes são pessoas insatisfeitas, só que não se importam muito com isso.

As coisas boas, como o amor e a sabedoria, não nos fazem felizes, porque para serem boas têm que ser boas por si mesmas. Não podem ser boas pelo que trazem, aliás têm um preço. Quando se ama ou se estuda muito ficamos sujeitos a vontades e às verdades alheias.

Não passa pela cabeça das pessoas que se possa ser feliz sem ser à custa de alguêm. Pensam que é a gozar. Bah!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ó Passos, queremos Saltos!

A pseudo crise económica toca a +/- 10% da população. Infelizmente não dão voz às suas reevindicações, pois ainda não há um sindicato de desempregados... Faz sentido? provavelmente não.

O que é certo é que quem consegue manter o seu posto de trabalho, mantém o nivel de vida. Minto, melhora, já que com a falta de procura, os preços baixam, e estes podem aspirar a um maior consumismo que para alguns significa "qualidade de vida", qualquer que seja a vida...

Depois temos, essa sim, a verdadeira crise - a das ideias - da qual todos temos uma quota parte de "culpa", quer queiramos ou não! Pec sim, Pec não, uns acham muito bem, outros nem por isso, vá lá desta passa para não prejudicar... qué isto? votar para fazer o jeito, isto não existe!

A esperança deste governo que bem ou mal, está aí, só pode estar na oposição! O Pedro tem a ardua tarefa de mostrar serviço! será homem para isso? Não deve ser dificil: basta saber avaliar as prioridades (que todos sabem, mas ninguém se adianta) ser convicto com as mudanças que quer implementar e fundamental mudar de personagens que de figurantes estamos fartos!

Pode ser que assim começe a dar mais luta e a envolver mais o pessoal.
Eu não concordo com a Senhora, acho que uma carinha laróca dá muito mais animo!

Agora há um senão, isto não vai com Passos. Aguardo com expectativa os saltos do Coelho!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vinícius de Morais

Os Homens.
Os homens bons, são feios.
Os homens bonitos, não são bons.
Os homens bonitos e bons, são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais, estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro,
são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O
PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.
AGORA...
QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?
" Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e
é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até
que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar "
'Mulheres existem para serem amadas, não para serem
entendidas.'


Para não esquecer...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sejamos positivos...apesar do clima!

Frio, chuva, vento ... já não se aguenta! mas por vezes vem um dia de sol lindo e quando não vem ... temos que pensar que não vai tardar!

Se olhássemos mais vezes para o lado mais brilhante da vida, em vez de nos consumirmos com as partes mais tristes e sombrias, de certeza que tudo seria mais facil e seriamos até mais felizes.

Mas permanecer com esse lado mais brilhante é que é mais dificil! Sabemos que com espirito positivo, podemos enfrentar as contrariedades com sentido de humor e entender os obstáculos, como oportunidades que nos permitem crescer e fazer-nos melhores pessoas.

Assim podemos ter alguma esperança de que as coisas estejam a mudar, embora ainda não se note!

É uma forma de estar! Mesmo quando não há sol!

blá,blá, blá....

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Palavras para tudo!

Depois de um serão de trabalho apetece divagar um pouco, para compensar…

Sobre o que dizemos, sobre os simbolos que utilizamos para comunicar.

As palavras têm uma vida como as pessoas, desde que se utilizam para expressar o pensamento. Nascem, modificam-se, deixam de se utilizar e morrem para dar lugar a outras.

É importante saber a origem do seu significado , para não se perder o motivo que as fez nascer porque depois misturam-se com outras, e ficam mais ricas, mais pomposas, mais expressivas e até mais engraçadas!

Entender a sua "vida" dá-nos maior facilidade de lidar com a nossa lingua que não só dá voz ao que pensamos, sentimos e comunicamos como já faz parte de cada um.

Assim podemos ser mais autenticos. Já para não falar dos sotaques de que se vestem!

Gosto disto!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A gente vai levando...

Há uns dias mais dificeis que outros!

Acho que estou muito proximo do fundo, mas depois, vem o efeito de vácuo que submetido a altas pressões, provoca o refluxo e ... aí sim, entro numa onda bacana! O sol, o sol aqui também ajuda muito. Chuva é que não! Nuvens, nada disso! Há que estar preparada para a reviravolta! Tudo sempre na positiva!

A gente vai levando, agente vai levando, essa vi-da!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Bem visto!

"Nenhuma época transmite a outra a sua sensibilidade; transmite-lhe apenas a inteligência que teve dessa sensibilidade. Pela emoção somos nós ; pela inteligência somos alheios. A inteligência dispersa-nos ; por isso é através do que nos dispersa que nos sobrevivemos. Cada época entrega às seguintes apenas aquilo que não foi."
Alvaro de Campos no seu melhor... Concordo plenamente! Fechado um ciclo de emoções , podemos pensar e tentar compreender essas emoções por que passámos e torna-las alimento para o nosso entendimento. Assim conseguimos converter as emoções (o nosso primeiro impulso) em algo mais racional. Já que primeiro sentimos e só depois compreendemos e fazemos das nossas sensibilidades, o motor da nossa vida. A época seguinte tem tudo para ser aquilo que a anterior, não foi. Temos o dever de crescer e ficar mais maduros com os ensinamentos por que passámos, adaptando-os com inteligência, ao momento presente.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Bem-estar de pechisbeque

Neste bem-estar de pechisbeque, não se pode ajuizar as condições de vida de um povo medindo-as pela quantidade de jipes dos novos-ricos e dos quase-pobres.

Para avaliar o nosso bem-estar basta constatar, o ridículo de alguns actos governamentais, a corrupção impune, os mendigos nas ruas e as filas de espera nos hospitais, são um índice bem mais seguro.

Estou em perfeita sintonia com Rentes de Carvalho que para poder exercer a sua vocação teve que sair do país, que decerto tanto gosta... e, lá fora, encontrar paz e tranquilidade para se realizar enquanto homem escritor, tendo obras traduzidas na língua local e raras e dificeis de encontrar na sua língua materna.

Mas vou continuar à procura!